Fornecedora de Flamengo, São Paulo, Cruzeiro e Inter, Adidas pega empréstimo de 2,4 bi de euros

Fornecedora de material esportivo de três times da Série A do Campeonato Brasileiro, a Adidas negociou empréstimo de 2,4 bilhões de euros com o governo alemão na tentativa de evitar os efeitos colaterais causados pela pandemia da Covid-19. Parceira do Flamengo, do Internacional e do São Paulo na elite; do Cruzeiro na segunda divisão, a grife das três listras receberá mais 600 milhões de euros de outras instituições financeiras.

PARCEIRA ATRASOU A PRIMEIRA PARCELA DE R$ 9 MILHÕES DO FLAMENGO. FOTO: DIVULGAÇÃO/ADIDAS

O impacto da crise começa a ser sentido pelos times brasileiros. No início deste mês, o portal globoesporte.com publicou que a Adidas atrasou o repasse de R$ 8.862.875,00 ao Flamengo e não deu prazo ao clube carioca para quitar o débito. O rubro-negro tem direito a R$ 17,7 milhões por ano divididos em duas parcelas semestrais — a primeira em 1º de abril e a outra em 1º de outubro. O contrato iniciado em 2013 vai até 2023.

Antiga parceira da Fifa, a Adidas anunciou no início da crise que o impacto nas contas da multinacional seria devastador, com queda absurda das vendas e a consequente inviabilidade de manter-se como empresa sustentável.

A marca em prática outras ações na luta pela sobrevivência. Anunciou a suspensão de dividendos ou a renúncia de 65% dos salários dos executivos. Segundo o diário espanhol El País, essa foi uma das contrapartidas do governo alemão para a concessão do crédito.

A Adidas apresentará em 11 dias os resultados de suas operações no primeiro trimestre, ou seja, incluindo o período da pandemia. A marca teve de fechar várias desde o início da pandemia. Na última Copa do Mundo, a grife vestiu Argentina, Alemanha, Bélgica, Colômbia, Espanha, Suécia, Egito, Marrocos, Japão, México, Rússia e Irã.

No início da crise, o blog levantou como as principais marcas de material esportivo estavam lidando com a pandemia. Parceira do Corinthians e do Red Bull Bragantino na Série A do Campeonato Brasileiro, a Nike fechou lojas no Canadá, Europa Ocidental, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia até o próximo dia 27. As operações da marca que vestiu Austrália, Brasil, Nigéria, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Inglaterra, Croácia, França, Polônia e Portugal na Rússia, em 2018, seguem normais na Coreia do Sul, Japão, grande parte da China e em muitos outros países.

A grife também é fornecedoras de todas as seleções da CBF desde 1995, ou seja, há 25 anos. “Estamos tomando medidas adicionais em outras instalações gerenciadas pela Nike, incluindo a opção de trabalhar em casa”, informou um comunicado da multinacional.

Patrocinadora do Palmeiras, a alemã Puma informou que continua monitorando de perto a pandemia. “Todos os nossos escritórios em todo o mundo estão abertos. Em todas as nossas instalações, estamos tomando medidas de precaução. Pedimos a todos os funcionários que estão ou estiveram em qualquer uma das áreas de risco oficialmente definidas para trabalhar em casa por um período de duas semanas”, recomenda. A marca também assume. A Covid-19 também impactou negativamente nossos negócios desde o início de fevereiro, tanto em termos de vendas quanto de fornecimento”. No último Mundial,

Parceira do Liverpool até o fim da temporada — o clube fechou com a Nike —, a norte-americana New Balance também explica no site como está lidando com a crise. “À medida que a pandemia do Covid-19 continua a se espalhar, estamos implementando uma série de medidas adicionais para garantir a saúde de nossos associados, clientes e comunidades. Essas medidas incluem fechamentos temporários de escritórios, fábricas e lojas próprias nos Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental. Todos os associados na América do Norte receberão seus salários e benefícios regulares”, avisa. A marca vestiu duas seleções na Copa: Costa Rica e Panamá.

A norte-americana Under Armour, que ainda tem contrato com o Fluminense, decidiu fechar todas as lojas na América do Norte. Em breve, o time tricolor usará material esportivo da etiqueta Umbro, parceira do Athletico-PR, Grêmio, Santos e Sport. A marca vestiu a Sérvia e o Peru na última edição da Copa do Mundo.

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